terça-feira, 26 de abril de 2011

A Perda.

Há uma rua que está sempre plena de gente. Eles vão e vêm, passos rápidos - e eu também.

Há os que param numa expressão e há os que cantam numa recordação. Há os que dançam e há os que mentem. A rua plena é deles, mas minha não porém.

A rua plena é de todos, mas minha não porém.

Que escondo, que me escondo, entre os dedos gordos das luzes e das sombras que me agarram das paredes a gente plena da rua. a gente sem face

Esta rua de luzes, os passos que passam rápidos. Aqui onde páro, canto, danço e minto, mas minha não porém.

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