sábado, 9 de abril de 2011

As Nuvens.

O tempo carregado e escuro é habitual.
Há dias em que o dia não consegue nascer. Há dias em que se levanta tarde, preguiçoso, já o relógio esqueceu as nove e nem se lembra quando. São dias de sacrifício, de submissão à esfarrapada chuva persistente que queima as faces e afoga os olhos. Numa noite demasiado longa.
Como o vento. Mais forte que o de qualquer outro gobi, bem crescido aqui, o vento que é.
Como as nuvens. Negras, velhas, pesadas sobre a minha cabeça. Às vezes só ameaçando, como um fardo nos meus ombros, berrando-me ecos distantes aos ouvidos.

E tudo isto por quê? E tudo isto para quê?

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